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Poli-USP realiza seminário internacional sobre a produção de veículos elétricos e autônomos

O evento terá palestra do Prof. Dr. Takahiro Fujimoto, da Universidade de Tóquio, renomado pesquisador do setor automotivo mundial e autor dos best-sellers Product Development Performance e The Evolution of a Manufacturing System at Toyota

O Centro de Engenharia Automotiva da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Universidade Federal do ABC (UFABC) promovem o Simpósio Internacional Competing in the Sky and on the Ground (Competindo na Nuvem e no Solo), que debaterá a transformação por que passa o setor automotivo mundial e seus desafios tecnológicos para produzir o veículo conectado, elétrico/híbrido e autônomo. O evento será realizado no dia 16 de junho (sábado), das 9 às 12 horas, na Poli-USP, em São Paulo (SP).

O Prof. Dr. Takahiro Fujimoto, da Universidade de Tóquio, reconhecido pesquisador do setor automotivo mundial, ministrará a palestra principal: Competing in the Sky and on the Ground - Logic Behind Industrie 4.0, IoT and Connected Car. Ele abordará as mudanças disruptivas no desenvolvimento de produtos e processos produtivos nessa fase de transição do veículo a combustão para o veículo elétrico e conectado, dentro da quarta revolução industrial. O Prof. Fujimoto lidera o grupo de pesquisa em Gestão da Manufatura da Universidade de Tóquio, que estuda os impactos da Indústria 4.0 e da digitalização no desenvolvimento de produtos. Ele é autor de best-sellers como Product Development Performance e The Evolution of a Manufacturing System at Toyota.

“A disrupção tecnológica no setor automotivo é significativa. Hoje, temos o veículo a combustão manufaturado por grandes multinacionais em linhas de montagem modulares, com foco em produtividade e conceitos de Lean Manufacturing. Já o veículo elétrico traz novos players e fábricas hiperconectadas, cujo diferencial está na análise de dados, predições, previsões e estimativas, por meio da inteligência artificial, programação cognitiva e análise multivariável de dados”, diz o Prof. Dr. Ugo Ibusuki, do programa de Engenharia de Gestão da UFABC e pós-doutorando do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP. Ele será o moderador do debate que acontecerá logo após a palestra do professor Fujimoto.

O Simpósio promoverá o debate sobre como a indústria fará a transição para o veículo elétrico/conectado/autônomo, considerando as mudanças no produto, nos processos produtivos e modelos de negócio. A plateia conhecerá a opinião dos pesquisadores e poderá fazer perguntas. “A participação do professor Fujimoto enriquece muito o debate, porque além de ser um dos maiores estudiosos do tema, ele vive no Japão, onde as transformações já começaram e a transição será mais rápida do que no Brasil”, diz o Prof. Dr. Paulo Kaminski, que lidera o CEA, grupo de pesquisa em Engenharia Automotiva da Poli-USP.

Outro debatedor do Seminário será o Prof. Dr. Marcelo Alves, que integra o grupo de pesquisadores do CEA da Poli-USP e tem experiência em projetos de máquinas e equipamentos, com ênfase em sistemas automotivos. “Os avanços até o momento são espetaculares e animadores. Após o desenvolvimento da tecnologia, haverá outra etapa que é o desenvolvimento da produção em série dos componentes e sistemas que tornam um veículo autônomo, o processo produtivo que possibilite o carro elétrico competitivo... São grandes desafios”, disse.  

O evento é dirigido para engenheiros e demais profissionais que trabalham ou pesquisam o setor automotivo, em todas as áreas (desenvolvimento de produto, marketing, produção, modelos de negócio, etc.). A palestra e o debate serão em inglês.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link  https://goo.gl/Gq6hWJ  Para obter outras informações, os interessados em participar do Seminário devem escrever para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Serviço:

Simpósio Internacional: Competing in the Sky and on the Ground

Data: 16 de junho de 2018 (sábado) - das 9h00 às 12h00

Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

Auditório da Engenharia Mecânica

Av. Prof. Mello Moraes, nº 2.231 - Cidade Universitária – São Paulo – SP

Inscrições gratuitas e obrigatórias: https://goo.gl/Gq6hWJ

Informações: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Agenda:

8h - 9h: Credenciamento

9h - 9h15: Abertura

Prof. Dr. Paulo Kaminski (CEA/Poli-USP)

9h15 -10h45: Palestra principal - Competing in the Sky and on the Ground - Logic Behind Industrie 4.0, IoT and Connected Car

Prof. Dr. Takahiro Fujimoto, da Universidade de Tóquio

10h45 -11h45:  Q&A com a plateia

Moderador:  Prof. Dr. Ugo Ibusuki (UFABC)

Debatedor: Prof. Dr. Marcelo Alves (CEA/Poli-USP)

11h45 -12h: Encerramento

Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski

*O evento será no idioma inglês


Informações para imprensa:
Célia Domingues (CEA - Poli/USP)
(11) 5641-0690

 

Poli-USP abre concurso para título de livre-docência em diversas áreas de especialidade

Estarão abertas, de 2 a 16 de julho de 2018, as inscrições para o concurso para obtenção do título de Livre-Docente junto aos diversos Departamentos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em diversas áreas de especialidade. As inscrições serão realizadas presencialmente, no Serviço de Órgãos Colegiados e Concursos da Poli-USP, porém o memorial, comprobatórios e a tese/texto sistematizado deverão ser entregues exclusivamente em formato digital (CD, pendrive), em atendimento às resoluções 7332 e 7405 de 2017.

Como explica o artigo dos docentes da Faculdade de Medicina da USP, Olavo Pires de Camargo e Luiz Eugênio Garcez Leme, a livre-docência é “um título concedido no Brasil por uma instituição de ensino superior, mediante concurso público aberto, apenas para portadores do título de doutor, e que atesta uma qualidade superior na docência e na pesquisa”.

Acesse aqui a publicação do Edital no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Veja abaixo a lista de especialidades ou áreas:

Departamento de Engenharia de Construção Civil - PCC:

1. - Tecnologia e Gestão da Produção na Construção Civil.

2. - Engenharia de Sistemas Prediais.

3. - Materiais e Componentes de Construção Civil.

4. - Real Estate.

5. - Planejamento e Engenharia Urbanos.

6. - Tecnologia Computacional para Construção Civil.

Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais - PCS:

1. - Arquitetura de Computadores.

2. - Automação e Sistemas Convergentes.

3. - Confiabilidade e Segurança.

4. - Engenharia de Software e Banco de Dados.

5. - Fundamentos da Engenharia de Computação.

6. - Inteligência Artificial.

7. - Redes de Computadores.

8. - Tecnologia da Informação Aplicada ao Agronegócio, ao Ambiente e à Biodiversidade.

9. - Tecnologias Interativas.

Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas - PEA:

1. - Sistemas de Potência.

2. - Instrumentação e Sensores a Fibras Ópticas para Medição, Proteção e Automação de Sistemas Elétricos de Potência.

3. - Energia Elétrica.

4. - Eletrônica de Potência.

5. - Distribuição de Energia Elétrica.

6. - Automação de Processos Industriais.

7. - Elementos Finitos Aplicados a Máquinas Elétricas.

8. - Conversão Eletromecânica de Energia e Máquinas Elétricas.

9. - Proteção de Sistemas Elétricos de Potência.

10. - Compatibilidade Eletromagnética.

Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica - PEF:

1. Teoria das Estruturas;

2. Mecânica dos Sólidos Deformáveis;

3. Projeto e Métodos Construtivos de Estruturas;

4.Estruturas Correntes, Projeto e Materiais Estruturais;

5. Geomecânica;

6. Fundações e Escavações;

7. Obras de Terra e Geotecnia Ambiental.

Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental - PHA:

1. Obras Hidráulicas Fluviais e Marítimas.

2. Hidráulica Ambiental.

3. Recursos Hídricos.

4. Saneamento.

5. Engenharia Ambiental e de Recursos Hídricos.

7. Engenharia Ambiental.

8. Saneamento Ambiental.

9. Gestão Ambiental.

10. Poluição Ambiental.

Departamento de Engenharia Mecânica - PME:

1. - Mecânica dos Fluidos.

2. - Controle de Sistemas Dinâmicos.

3. - Dinâmica e Vibrações.

4. - Mecânica das Estruturas.

5. - Projeto e Análise de Estruturas Mecânicas.

6. - Comportamento e Seleção de Materiais para Engenharia Mecânica.

7. - Termodinâmica e Transferência de Calor e Massa.

8. - Máquinas e Sistemas Térmicos.

9. - Biomecânica.

Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo - PMI:

1. - Economia Mineral e Pesquisa Mineral.

2. - Engenharia Ambiental Aplicada à Mineração.

3. - Lavra de Minas.

4. - Mecânica de Rochas Aplicadas à Mineração e Abertura

de Vias Subterrâneas.

5. - Tratamento de Minérios.

6. - Caracterização Tecnológica

7. - Recursos Minerais Energéticos

Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos - PMR:

1. - Processos de Fabricação.

2. - Automação da Manufatura e Robótica.

3. - Métodos Computacionais Aplicados à Automação Industrial e Robótica.

4. - Engenharia Mecatrônica.

5. - Mecânica Computacional Aplicada à Engenharia Mecâtrônica.

Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais - PMT:

1. Materiais Poliméricos.

2. Materiais Metálicos.

3. Materiais Cerâmicos.

4. Processos de Metalurgia Extrativa.

5. Processos de Conformação.

Departamento de Engenharia Naval e Oceânica - PNV:

1. Projeto do Navio.

2. Hidrodinâmica de Sistemas Navais e Oceânicos.

3. Tecnologia de Construção Naval.

4. Estruturas Navais.

5. Máquinas Marítimas e Controle de Sistemas Oceânicos.

6. Transportes Marítimo e Fluvial, Planejamento Portuário e Logística.

Departamento de Engenharia Química - PQI:

1. - Análise, Simulação e Controle de Processos Químicos.

2. - Engenharia de Alimentos.

3. - Engenharia Bioquímica.

4. - Eletroquímica e Corrosão.

5. - Fenômenos de Transporte.

6. - Engenharia de Reações Químicas.

7. - Separações Térmicas e Mecânicas.

8. - Termodinâmica Química.

Departamento de Engenharia de Produção - PRO:

1. - Trabalho, Tecnologia e Organização.

2. - Gestão de Operações e Logística.

3. - Gestão da Tecnologia da Informação.

4. - Qualidade e Engenharia do Produto.

5. - Economia da Produção e Engenharia Financeira.

Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos - PSI:

1. - Circuitos e Sistemas.

2. - Materiais e Processos para Micro e Nanossistemas.

3. - Meios Eletrônicos Interativos.

4. - Metodologias de Projeto de Sistemas Digitais Integrados.

5. - Micro e Nanodispositivos.

6. - Microondas e Optoeletrônica.

7. - Neurocomputação Eletrônica e Sistemas Adaptativos.

8. - Processamento de Sinais.

9. - Processamento e Análise de Imagens.

10. - Projeto de Circuitos Integrados.

11. - Sistemas Eletrônicos para Computação Ubíqua.

12. - Microondas e Ondas Milimétricas

Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle - PTC:

1. Controle e Automação;

2. Telecomunicações;

3. Engenharia Biomédica;

4. Eletromagnetismo Aplicado a Telecomunicações;

5. Processamento e Análise Digital de Sinais.

Departamento de Engenharia de Transportes - PTR:

1. - Infraestrutura de Transportes – Sub-área: Projeto de Vias de Transportes.

2. - Planejamento e Operação de Transportes – Sub-área: Logística e Sistemas de Transporte.

3. - Aquisição, Tratamento e Uso de Informações Espaciais – Sub-Área: Geoprocessamento Aplicado à Engenharia.

4. Infraestrutura de Transportes – Sub-área: Projeto e construção de pavimentos.

5. Aquisição, Tratamento e Uso de Informações Espaciais – Sub-área: Topografia, Geodésia e Cartografia Aplicadas à Engenharia.

6. - Planejamento e Operação de Transportes – Sub-área: Transporte Urbano.

Última atualização em Qui, 17 de Maio de 2018 10:48
 

Divulgado o resultado da eleição dos servidores técnicos e administrativos para a Congregação

Foi divulgado ontem o resultado da eleição para escolha dos representantes dos servidores técnicos e administrativos junto à Congregação da EPUSP para mandato de 19.06.2018 a 18.06.2019, realizada em 15.05.2018, por meio de votação eletrônica. 

Acesse aqui o documento com a apuração dos votos.

 

Poli-USP doa obras para escola de Engenharia de Moçambique

O Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) doou mais de 300 obras ao Instituto Superior Politécnico de Tete, de Moçambique. Os 313 volumes são materiais que foram doados à biblioteca setorial de Engenharia de Minas da Poli-USP, mas estavam duplicados.

A bibliotecária Maria Cristina Martinez Bonesio conta que foram enviadas também algumas publicações do Departamento, resumos de mestrados e doutorados e alguns textos técnicos. “Trata-se da continuação da iniciativa principiada em 2016 e, recentemente repetida em dezembro de 2017. Contamos com a colaboração de alguns professores de lá, que se dispuseram a transportar o material junto a sua bagagem pessoal, no retorno a Moçambique”.

 

Protagonistas do aprendizado: alunos do Ensino Médio fazem tour por instalações da Marinha e da Poli

“Protagonistas do aprendizado”: alunos do Ensino Médio fazem tour por instalações da Marinha e da Poli-USP

Parceria consolidada entre as instituições traz estudantes para conhecer a USP pela quarta vez

Imagine sair do interior paulistano e de repente estar em uma cidade onde os prédios se perdem no céu. Deixar as salas de aula e as teorias para entrar em uma simulação de operação de um navio, ou assistir a bandeira brasileira sendo formada por ondas em um tanque com uso apenas da tecnologia. Foi o que 55 estudantes de Sorocaba vivenciaram na última quarta (9) graças ao Projeto Soamar Jovens Talentos, que chegou este ano à sua quarta edição.

Organizado pela Sociedade de Amigos da Marinha (SOAMAR), o objetivo do projeto é expandir o conhecimento de alunos do Ensino Médio nas áreas de química e física e apresentá-los a planos estratégicos da Marinha do Brasil e da Escola Politécnica, a fim de despertar interesses de carreira. Foram selecionadas 30 escolas de Sorocaba entre municipais, estaduais e privadas e cada uma teve de selecionar seus melhores alunos, não só em desempenho acadêmico, como também em comportamento e ética. Contando com aulas especiais e uma cerimônia de entrega de certificado ao final, o programa foi distribuído ao longo de quatro dias. O terceiro deles consistiu em visitar o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), localizado na Cidade Universitária, e cinco laboratórios da Escola Politécnica.

Era visível o deslumbramento dos adolescentes com o que era mostrado a eles. Tudo ali era uma novidade: uma outra cidade, grandes instituições, tecnologias avançadas, laboratórios diferentes daquilo que já conheciam. “O que eles viram é muito diferente das salas de aula convencionais. Cada [área da] engenharia que eles visitaram são projetos em andamento, são situações práticas sendo simuladas, é o aprendizado pela mão na massa, além da teoria. Certamente difere muito do que a escola oferece”, ressalta Cleide Araripe, coordenadora do Colégio Objetivo de Sorocaba, estabelecimento de ensino responsável por acolher a primeira etapa do processo.

Projetos como o Soamar Jovens Talentos quebram, em certo nível, com a tradicionalidade do ensino brasileiro, muito voltado para o vestibular. Cleide concorda que a estrutura curricular ainda é muito engessada e complementa que o diferencial está na escola que consegue aliar teoria e aprendizado pela prática, tal como a oportunidade que esses 55 alunos de Sorocaba tiveram. Nas palavras da coordenadora, é uma maneira deles serem “protagonistas do aprendizado”.

Embora não haja um relatório posterior às visitas para apurar os resultados proporcionados aos alunos, existe a pretensão de fazê-lo, conforme afirmou o Comandante Marcelo Peixoto, um dos dirigentes do projeto. Segundo a coordenadora Cleide, uma coisa é certa: eles retornam do projeto encantados e convictos, com uma formação acadêmica traçada, seja na USP, dentro ou fora da Escola Politécnica, ou na Marinha.

Veja as fotos da visita no link.

 

USP e Marinha do Brasil renovam convênio acadêmico-científico que completa 62 anos

A parceria, que remonta ao ano de 1956, resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país

Com informações do Jornal da USP, por Adriana Cruz

Na última sexta-feira, dia 11 de maio, a USP, por meio da Escola Politécnica (Poli), e a Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Ensino, assinaram a renovação do convênio de cooperação acadêmica entre as duas Instituições para a promoção de ensino e de pesquisa. A cerimônia foi realizada no Salão de Atos, no prédio da Reitoria.

A parceria da Universidade com a Marinha, que remonta ao ano de 1956, resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país, oferecido pela Poli. Nesse período, foram formados mais de 500 oficiais engenheiros para a Marinha e cerca de dois mil engenheiros navais civis.

A diretora da Poli-USP, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, ressaltou a importância da Marinha para a história da engenharia naval brasileira. A docente relatou que, na desde a segunda metade do século XIX, havia a necessidade de se fundar uma escola de construção naval, mas por questões econômicas optou-se por enviar civis e oficiais para se formarem em outros países. “Em 1890, foi criado o Corpo de Engenheiros Navais da Marinha, mas o sonho de formar engenheiros navais no Brasil realizou-se apenas em 1956, com o acordo celebrado entre a Marinha do Brasil e a USP. O acordo tinha como anseio formar engenheiros navais para a manutenção e reparos de embarcações civis e militares, mas de forma arrojada e ímpar no Brasil, ao invés de criar um instituto militar próprio, a Marinha soube utilizar de forma inteligente o patrimônio material e de conhecimento existentes na Escola Politécnica da USP, colaborando ativamente no aperfeiçoamento do corpo docente para formar engenheiros navais adaptados à realidade brasileira”, destacou.

Liedi lembrou em seu discurso que, à época da abertura do curso, o Comandante Geraldo José Lins disse que o engenheiro naval é um técnico eclético, de que se exige formação ampla em vários campos da engenharia. “Mais uma vez uma afirmação visionária, pois o Engenheiro Naval é hoje considerado um dos engenheiros mais completos e mais requisitados no mercado dada sua formação sólida e eclética”. A diretora terminou seu discurso agradecendo a Marinha do Brasil pelo voto de confiança. “A história fez comprovar o acerto de ambas as partes de fazer este acordo, que hoje se renova”.

“A USP representa o sonho de um país desenvolvido tecnologicamente, um país que temos a noção de todos os males que nos afligem, mas cujo único diagnóstico para solução passa pela educação. E quando se fala em educação séria, de alto nível, transformadora, obviamente a USP aparece como a grande líder nacional nesse campo”, destacou o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra, Eduardo Bacellar Leal Ferreira.

Segundo Ferreira, “na década de 50, a Marinha fez uma opção estratégica de se associar a uma grande Universidade para que suas pesquisas na área de tecnologia e ciência fossem conduzidas pelo mundo acadêmico civil. Decorridos 62 anos, vemos que os resultados alcançados foram enormes. Acreditamos muito nessa parceria”.

Para o reitor da USP, Vahan Agopyan, “a decisão da Marinha foi importante não só para a Universidade, mas para a sociedade brasileira, dada a dimensão alcançada pelo curso de Engenharia Naval. Lanço o desafio para ampliarmos nossas atividades conjuntas e demonstrarmos que a Universidade e a Marinha estão juntas em prol do desenvolvimento do país”.

Também participaram da cerimônia o vice-reitor da USP, Antonio Carlos Hernandes; o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro; o diretor de Ensino da Marinha, contra-almirante André Luiz Silva de Santana Mendes; o diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, capitão de Mar-e-Guerra, Rogério Prado Lima de Souza; além de outros representantes da Universidade e da Marinha.

 

RCGI e Poli-USP selecionam professor assistente para o Departamento de Engenharia Mecânica

Para se candidatar é preciso ter experiência na área de Métodos Numéricos e Simulações em Termofluidos; selecionado deverá exercer atividade de pesquisa no RCGI

Estão abertas até o dia 2 de junho as inscrições para os interessados em ingressar como professor assistente na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Além da docência, a vaga contemplará atividades de pesquisa no âmbito do FAPESP-SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI). Os candidatos devem ter PhD ou doutorado em Ciências ou Engenharia, com experiência em uma ou mais das seguintes áreas: Termodinâmica; Dinâmica dos Fluidos e Fenômenos de Transporte; Aplicações de Fenômenos de Transporte em Captura, Armazenamento e Uso de Carbono.

A vaga, para o Departamento de Engenharia Mecânica, requer excelência em pesquisa acadêmica nas áreas determinadas, com comprovação por meio de publicações em livros e revistas científicas nacionais e internacionais. O perfil inclui candidatos com habilidades didáticas para ensinar estudantes universitários a desenvolver competências acadêmicas e que possuam boa capacidade de comunicação. Experiência na supervisão de pesquisa e/ou treinamento de alunos de doutorado, mobilidade internacional, familiaridade com as novas mídias usadas para ensino e aprendizado com recursos de comunicação visual também são qualidades recomendadas.

A seleção acontece em duas fases: a primeira é um exame escrito e a segunda inclui um exame público de arguição, um teste didático e a análise e julgamento do curruculum vitae. O concurso está aberto tanto para brasileiros como para estrangeiros e as provas podem ser realizadas em português ou inglês. O diploma do candidato (brasileiro ou não) deve ter validade nacional ou a equivalência reconhecida no âmbito da Universidade de São Paulo. Candidatos estrangeiros aprovados só poderão ser contratados se apresentarem um visto temporário ou permanente que comprove o exercício de uma atividade remunerada no Brasil.

O salário do candidato aprovado será de R$ 10.670,76 por mês (13 salários brutos por ano), mais um auxílio-pesquisa de cerca de R$ 930.000,00 (valor bruto) para ser aplicado em projetos de pesquisa do RCGI em até 48 meses. Este auxilio-pesquisa pode ser empregado seguindo as regras da Universidade de São Paulo e as Leis de Inovação do Governo Federal e do Estado de São Paulo.

Criado há cerca de dois anos, o RCGI é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Atualmente, tem um portfólio com 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas Energéticas e Economia; e Abatimento de CO2. É um dos principais centros de pesquisa apoiados pela SHELL no mundo, com orçamento de R$ 180 milhões para os primeiros cinco anos. 

Outras informações e inscrições no site do RCGI: http://www.rcgi.poli.usp.br/opportunities/doctor-assistant-professor-opportunity/

 


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