Escola Politécnica da USP

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Poli-USP recebe delegação da Universidade de Houston

Instituições de ensino assinaram um acordo de intenções e pretendem criar programas de parcerias em ensino e pesquisa

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo recebeu, na segunda-feira, dia 27 de novembro, uma delegação da Universidade de Houston. As instituições promoveram o encontro entre pesquisadores de diversas áreas da engenharia. Participaram do evento o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, o Presidente da Comissão de Relações Internacionais da Poli-USP, professor Henrique Lindemberg, e a professora Debora F. Rodrigues, professora de Engenharia Ambiental da Universidade de Houston.

 

Apresentação dos projetos marca encerramento da turma de Pré-IC da Poli-USP

Quatro grupos apresentaram aos convidados o que desenvolveram durante o último módulo do programa em 2017

A montagem de uma impressora 3D, a escolha de materiais mais adequados para produção de uma ponte, a proposição de um circuito que detecta quatro tipos de bactérias no ambiente e de robôs para competições de robótica foram os projetos desenvolvidos durante o último módulo do curso de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), uma iniciativa apoiada pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). Eles foram apresentados durante a cerimônia de encerramento da turma de 2017, que aconteceu no dia 1 de dezembro, na Poli.

O programa tem a duração de dez meses. Nele, alunos do Ensino Médio de oito escolas públicas e duas particulares são divididos em quatro grupos e cursam quatro módulos, cada um relacionado a uma diferente área da Engenharia. As equipes revezam os módulos a cada bimestre, de modo que, ao final, os jovens passem por todas as áreas e desenvolvam todos os projetos propostos.

As aulas contaram com a orientação dos docentes da Poli Cheng Liang Yee, Fabiano Rogério Corrêa e Mércia Maria Semensato Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC); Diolino José dos Santos Filho, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR); e Edvaldo Simões da Fonseca Junior, do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR). Todos os professores são apoiados por estudantes politécnicos que atuam como monitores dos grupos.

No dia, os alunos apresentaram aos convidados o que realizaram durante o último módulo cursado. A montagem de uma impressora 3D, reutilizando peças de outras máquinas, foi o desafio proposto pelos professores Cheng e Fabiano à última turma de 2017. Os orientandos do professor Edvaldo desenvolveram um robô lutador de sumô, específico para competições de robótica. Os alunos da professora Mercia puderam aprender sobre a Engenharia Civil e, a partir de ensaios mecânicos, escolher materiais adequados para se projetar uma ponte. O professor Diolino e seus orientandos desenvolveram um circuito que detecta quatro tipos de bactérias no ambiente.

José Roberto Castilho Piqueira, professor e diretor da Poli, esteve presente na cerimônia e não deixou de expressar a alegria em poder apoiar um projeto de extensão que impacta diretamente a sociedade. “O projeto de Pré-IC é muito estimado para a Poli, pois mostra para o aluno do Ensino Médio a valorização do conhecimento e a importância da Engenharia”. Ele ainda agradeceu a parceria e presença da FDTE no evento, representada pelo engenheiro André Steagall Gertsenchtein.

Gertsenchtein defendeu ser um dever da Universidade devolver o conhecimento para a sociedade, grande financiadora da instituição. “É graças ao mérito dos docentes orientadores do programa que ele faz tanto sucesso”, finalizou.

O programa de Pré-Iniciação Científica da Poli é viabilizado pela Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão da Escola, e seus participantes recebem ao final do ano um certificado de participação.

 

Poli-Integra tem inscrições abertas para cursos de especialização e MBA

O Poli-Integra é um dos Programas de Cursos de Extensão da Escola Politécnica da USP, e está com inscrições abertas para os cursos de: Especialização em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios, MBA Real Estate – Economia Setorial e Mercado, MBA Gerenciamento de Facilidades e Especialização em Gestão de Projetos na Construção.

Curso de Especialização em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios

O curso PÓS-TGP prepara os profissionais que atuam na área de construção de edifícios para a escolha e implantação de tecnologias voltadas ao planejamento, organização e produção de edifícios. Além disso, os participantes são estimulados a aprimorar a habilidade de pensar previamente a produção da obra e desenvolver o projeto do processo de produção como um todo. O curso capacita os profissionais para atender às necessidades atuais do setor, que mudou muito com o aquecimento do mercado de construção civil nos últimos anos.

Público Alvo:

Engenheiros, arquitetos e tecnólogos envolvidos no processo de produção de edifícios, atuantes em construtoras, projetistas, gerenciadoras, órgãos públicos ou ligados a fabricantes e a distribuidores de materiais ou de equipamentos de construção.

Processo seletivo para o 1º semestre 2018 - inscrições de 29/09/2017 a 15/01/2018

Previsto início do curso: em 19/02/2018

Dias das aulas: Segundas e quartas das 19h30 às 22h30

Coordenadora do curso: Profa. Dra. Mércia Maria Semensato Bottura de Barros

Curso de Especialização em Gestão de Projetos na Construção

Engenheiros e arquitetos que passam pela graduação envolvendo-se com matérias mais genéricas agora podem aprofundar seu conhecimento com esta pós-graduação. Em Gestão de Projetos na Construção você terá contato com disciplinas modernas, como workshops, metodologias e estudos de caso, para ampliar seu leque de possibilidades.

Todo o conteúdo é voltado para as novas tendências na construção civil e adota um modelo de ensino-aprendizagem que privilegia a integração institucional e de mercado, envolvendo professores de diversas áreas e a participação de profissionais convidados, além da realização de seminários de apresentação de resultados e debates ao longo de todo o programa.

Dias das aulas: As aulas serão programadas em blocos quinzenais, de três dias, às sextas das 18h45 às 22h45, sábado das 8h30 às 12h30 e segundas das 18h45 às 22h45.

Processo seletivo para o 1º semestre 2018 - inscrições de 06/10/2017 a 20/03/2018

Previsto início do curso: em abril 2018

Coordenador do curso: Prof. Dr. Silvio Burrattino Melhado

Curso de MBA em Gerenciamento de Facilidades

O curso de MBA em Gerenciamento de Facilidades, que completa 15 anos desde a sua primeira edição oferecida em 2002, é focado na integração de patrimônio, pessoas, processos e tecnologias para dar qualidade ao ambiente construído e aos negócios.

Contando com o corpo docente de alto nível, o curso MBA/USP – Gerenciamento de Facilidades é o único e consolidado, sendo referência na formação de profissionais bem-sucedidos, atuantes em um mercado cada vez mais exigente.

Público Alvo:

Engenheiros plenos, arquitetos e administradores de empresas atuantes no setor de operação de edificações. Poderão ser aceitos profissionais atuantes na área com outra formação em nível superior, desde que relacionada ao tema do curso.

Processo seletivo para o 1º semestre 2018 - inscrições de 01/09/2017 a 15/01/2018

Previsto início: 19/02/2018

Dia das aulas: segundas e terças das 19h30 às 22h30

Coordenador do curso: Prof. Dr. Moacyr Eduardo Alves da Graça

Curso de MBA em Real Estate- Economia Setorial e Mercados

O MBA em Real Estate - Economia Setorial e Mercados capacita e atualiza profissionais qualificando-os para atuar nesse segmento, oferecendo-lhes uma visão clara das complexidades do setor, de suas deficiências estruturais e das características dos riscos dos negócios, seus meios de mitigação e procedimentos avançados de planejamento e análise para suporte à decisão.

Público alvo: Engenheiros civis, arquitetos e administradores de empresas atuantes no setor de Real Estate e outros profissionais de nível superior, desde que a formação seja relacionada ao tema do curso e com atuação na área.

Processo seletivo para o 1º semestre 2018 - inscrições de 01/09/2017 a 15/01/2018

Previsto início: 19/02/2018

Coordenadores do curso: Prof. Dr. João da Rocha Lima Junior e Profa. Dra. Eliane Monetti

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Mais informações:

Secretaria Poli-Integra

Local: Av. Prof. Almeida Prado trav. 2 Nº 83 - Escola Politécnica da USP - Edifício da Engenharia Civil

Contato: 11 3814-1988 ou 3814-5909 | E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Site e link para inscrição: http://poli-integra.poli.usp.br/

 

RCGI quer estreitar laços com melhores universidades do Reino Unido

Como parte da estratégia, dois diplomatas britânicos visitam a sede da instituição nesta terça-feira (12/12), na Poli-USP

Na próxima terça-feira (12/12), o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) recebe o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, e a cônsul-geral britânica, Joanna Crellin, para uma visita em sua sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na capital paulista. Os dois diplomatas foram convidados pelo professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP), Jacques Marcovitch, para conhecer os trabalhos do RCGI e da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Em um primeiro momento, eles serão recepcionados com um almoço na FEA/USP, do qual participam Julio Meneghini, diretor científico do RCGI; José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Jacques Marcovitch, professor da FEA e organizador da visita; Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin; Camila Villard Duran, professora da Faculdade de Direito da USP; e Tercio Ambrizzi, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP).

A visita ao RCGI acontece no início da tarde, durante a qual serão apresentados e discutidos projetos de pesquisa e colaboração com universidades do Reino Unido. Eles incluem acordos de colaboração e projetos conjuntos, em curso ou realizados no passado recente, tais como o Programa de Duplo Diploma de Doutorado Imperial College London - USP e os projetos colaborativos entre o Sustainable Gas Institute (SGI) e o RCGI. O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, participará desse encontro.

                “O objetivo desta visita é estreitar laços com as melhores universidades do Reino Unido para aumentar a internacionalização e o intercâmbio entre pesquisadores. Além do Imperial College London, com quem já temos um excelente relacionamento e que abriga o SGI, uma instituição “irmã” do RCGI, estamos em contato cm Oxford para um Projeto SPRINT”, revela Meneghini. SPRINT é a sigla para São Paulo Researchers in International Collaboration. Trata-se de uma estratégia de organização que consiste no anúncio simultâneo de oportunidades de colaboração internacional com diversos parceiros da Fapesp. 

Sobre o RCGI: O RCGI – Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, e estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil de forma sustentável. Os pesquisadores do centro atuam em quatro programas: Engenharia, Físico/Química, Políticas de Energia e Economia, e captura e armazenamento de carbono. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, na capital paulista, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da empresa Shell. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

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ATENDIMENTO A IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Angela Trabbold –  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

(11) 5549-1863 / 50815237

 

Aceleradora PoliStart inicia atividades

Empreendimento tem como alvo alunos da graduação, pós-graduação e ex-alunos da Poli que tenham ideias com potencial de virar negócios

A PoliStart já está atendendo alunos de graduação, pós-graduação e ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) que tenham algum projeto que apresente potencial para se transformar em um negócio. Trata-se de uma aceleradora de startups criada a partir de ideias de ex-alunos do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli, e de professores, diretores e conselheiros da Fundação Vanzolini, onde está sediada a PoliStart.

“A aceleradora já está aberta para dialogar com qualquer aluno ou grupo de alunos que tenha alguma ideia empreendedora, independentemente do estágio que esteja. Nesse momento não temos nenhuma restrição”, afirma o professor do PRO, Roberto Marx, diretor de operações da Fundação Vanzolini. Quem tiver interesse deve procurar pelo conselho do PoliStart para saber como participar. Os contatos estão no site oficial da aceleradora: http://polistart.com.br/.

O foco da PoliStart é a comunidade politécnica, mas está aberta também a estudantes de outras áreas da USP desde que estejam associados a alunos da Poli no projeto. Segundo Marx, não é necessário que o aluno tenha um professor orientador associado para procurar pela aceleradora, mas é natural que os docentes que orientem trabalhos de conclusão de curso ou dissertações de mestrado e teses de doutorado acabem tendo algum envolvimento.

Gestão diferenciada – O grupo que concebeu a ideia da PoliStart estudou o assunto por cerca de um ano. “É frequente termos alunos com ideias muito embrionárias, e essas normalmente não interessam muito às aceleradoras do mercado, então decidimos por um modelo um pouco diferente do que encontramos”, explica.

De acordo com Marx, a PoliStart terá normas mais flexíveis. “As aceleradoras têm normas muito rígidas, como estabelecer um prazo para que a startup tenha resultado, do contrário ela sai do processo de aceleração”, exemplifica. “Em geral, as aceleradoras pedem que o empreendedor já tenha empresa constituída, mas um dos focos diferenciadores da PoliStart é trabalhar com essas ideias que estariam no estágio da pré-aceleração, então não temos essa exigência”, continua.

A equipe da PoliStart vai, basicamente, identificar bons projetos e ajudar os potenciais empresários a configurarem essas ideias como negócios. “Vamos acelerar o processo de transformar ideias emergentes, mais ou menos embrionárias, em negócios concretos. Podemos dar vários tipos de apoio ao longo desse processo”, conta.

Formas de apoio – São três os eixos de ação da PoliStart. A aceleradora vai prover acesso a conhecimento e capital necessários ao empreendimento. As startups selecionadas terão acesso a mentoria, networking, inteligência de mercado, espaço de co-working, treinamentos e funding.

A PoliStart também vai atuar em corporate ventures, ou seja, buscará empresas já estabelecidas que pratiquem ou queiram praticar a inovação aberta, se associando a uma startup que esteja desenvolvendo algo que considere estratégico para seus próprios negócios.

Por fim, atuará em venture building, organização que procura ideias de negócio a partir de sua própria rede de recursos e designa equipes internas para desenvolvê-los (engenheiros, designers, consultores, desenvolvedores de negócios, gerentes de vendas etc.). Nesse sentido, a PoliStar vai agregar capital intelectual, de relacionamento e financeiro para os empreendimentos selecionados, compartilhando o risco e a gestão.

A equipe da PoliStart já prepara a Poli Angel, um braço da aceleradora que será formado por um grupo de pessoas que podem se tornar investidores em algumas startups e que também poderão atuar como mentores. Professores da Engenharia de Produção da Poli e de outros departamentos também poderão participar dessa iniciativa.

Hoje, a aceleradora tem um time de governança formado por oito pessoas – quatro ex-alunos da turma de 1980 da Engenharia de Produção da Poli e quatro diretores ou conselheiros da Fundação Vanzolini. Serão integrados à equipe um grupo de mentores com conhecimento e especialização em diversas áreas.

Segundo Marx, com o passar do tempo a PoliStart irá promover concursos, premiações e chamadas com alguns focos específicos. “Agora, a proposta é identificar boas ideias emergentes, independentemente do estágio de desenvolvimento, verificar o potencial negócio e avaliar como podermos ajudar”, finaliza.

Confira aqui como foi a cerimônia de lançamento do PoliStart.

 

RCGI quer estreitar laços com melhores universidades do Reino Unido

Como parte da estratégia, dois diplomatas britânicos visitam a sede da instituição nesta terça-feira (12/12), na Poli-USP.

Na próxima terça-feira (12/12), o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) recebe o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, e a cônsul-geral britânica, Joanna Crellin, para uma visita em sua sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na capital paulista. Os dois diplomatas foram convidados pelo professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP), Jacques Marcovitch, para conhecer os trabalhos do RCGI e da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Em um primeiro momento, eles serão recepcionados com um almoço na FEA/USP, do qual participam Julio Meneghini, diretor científico do RCGI; José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Jacques Marcovitch, professor da FEA e organizador da visita; Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin; Camila Villard Duran, professora da Faculdade de Direito da USP; e Tercio Ambrizzi, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP).

A visita ao RCGI acontece no início da tarde, durante a qual serão apresentados e discutidos projetos de pesquisa e colaboração com universidades do Reino Unido. Eles incluem acordos de colaboração e projetos conjuntos, em curso ou realizados no passado recente, tais como o Programa de Duplo Diploma de Doutorado Imperial College London - USP e os projetos colaborativos entre o Sustainable Gas Institute (SGI) e o RCGI. O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, participará desse encontro.

“O objetivo desta visita é estreitar laços com as melhores universidades do Reino Unido para aumentar a internacionalização e o intercâmbio entre pesquisadores. Além do Imperial College London, com quem já temos um excelente relacionamento e que abriga o SGI, uma instituição “irmã” do RCGI, estamos em contato cm Oxford para um Projeto SPRINT”, revela Meneghini. SPRINT é a sigla para São Paulo Researchers in International Collaboration. Trata-se de uma estratégia de organização que consiste no anúncio simultâneo de oportunidades de colaboração internacional com diversos parceiros da Fapesp. 

Sobre o RCGI: O RCGI – Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, e estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil de forma sustentável. Os pesquisadores do centro atuam em quatro programas: Engenharia, Físico/Química,Políticas de Energia e Economia, e captura e armazenamento de carbono. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, na capital paulista, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da empresa Shell. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

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Como conseguir e aproveitar melhor o doutorado sanduíche, segundo três experiências politécnicas

Em evento realizado no Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP, palestrantes deram dicas para ajudar interessados em realizar parte da pós-graduação no exterior

Quais as melhores decisões a serem tomadas quando se pensa em internacionalização da pós-graduação, como funciona o processo seletivo do doutorado sanduíche e as diferenças entre instituições foram algumas das questões levantadas no seminário “Experiências no Doutorado Sanduíche”, realizado no Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no dia 6 de dezembro, às 14 horas.

A iniciativa foi organizada pela Comissão de Pesquisa do Departamento, e buscou trazer à comunidade acadêmica informações e exemplos concretos sobre esse tipo específico de doutorado, que consiste na realização de parte dos estudos para a tese em alguma universidade estrangeira, geralmente na fase intermediária  da pesquisa.

Para dar depoimentos sobre suas experiências pessoais e compartilhar dicas com quem se interessa por fazer doutorado sanduíche foram convidados os doutorandos do PRO Patrícia Kusmenko, que foi para o Politécnico de Milão (Itália); Vinícius Chagas Brasil, que realizou os estudos na Universidade de Nova Iorque (EUA); e Aline Sacchi Homerich, que foi para a Universidade de Cambridge (Inglaterra).

Marly Monteiro de Carvalho, docente do Departamento, abriu o evento destacando a importância na preparação para uma carreira acadêmica internacional, que envolve, muitas vezes, entraves burocráticos. “Acredito que a questão mais relevante e que deve ser levada em conta ao se pensar em  internacionalização da pós seja a mobilidade”, exemplificou.

Apesar dos destinos diferentes, os três palestrantes do dia conseguiram identificar algumas semelhanças com relação às experiências fora do Brasil e deram conselhos para quem deseja seguir este caminho. Confira agora alguns deles:

1. Pesquise bem antes de decidir para onde ir

Identificar o grupo de pesquisa e orientador que dialoguem com a sua tese é imprescindível para aumentar as chances de aprovação da bolsa e um melhor aproveitamento da pesquisa em si. Para Kusmenko, pensar na cidade também foi estratégico. “Milão é uma cidade cosmopolita, conhecida pelo seu design e moda sofisticados. Um ambiente muito propício para a realização das minhas entrevistas, que foram com diversas empresas”, contou.

2. Como ter sua tese aceita pelo orientador

Despertar a atenção de um pesquisador internacionalmente reconhecido não é uma tarefa fácil. Os doutorandos contam que usaram abordagens diferentes para o contato com seus orientadores. “Pesquisei os professores que tinham a ver com minha área de estudo, e mandei milhares de e-mails. Ao final, realizei entrevistas via Skype com três docentes da Universidade de Nova Iorque e acabei optando por um deles”, explicou Chagas.

Para Sacchi, o processo não foi o mesmo. “Meu orientador aqui na Poli já tinha o contato de um pesquisador em Cambridge, e mandou um material com informações da minha pesquisa para ele. Este, por sua vez, repassou essas informações para seus colegas de departamento, até conseguir um interessado”.

3. Tenha seus objetivos bem definidos

Todos os palestrantes contam que, logo no início da estadia nos países, realizaram reuniões com os orientadores para definir um plano de trabalho para os próximos meses. “Percebi que quem não tinha feito isso ficou um pouco deslocado nas pesquisas”, afirmou Chagas.

Esse tipo de preparação é essencial, segundo Sacchi. “Uma coisa muito comum aqui no Brasil é associarmos a pós-graduação com a carreira acadêmica”, afirmou. “Lá, não necessariamente funciona assim. Meu orientador, logo que cheguei, sentou comigo e perguntou qual era o meu objetivo: se a academia ou a indústria. Uma dica é essa, você explicar logo seu objetivo para quem te orienta”.

4. Preste atenção nas bolsas

Apesar de todos terem conseguido bolsas de auxílio concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), algumas das universidades cobram taxas à parte. Para Sacchi, o segredo foi recorrer ao diálogo. “Conversei com o chefe do departamento de lá, e disse que não teria condições de arcar com os custos da taxa. Assim, eles me concederam uma isenção”, aconselhou.

Chagas passou por algo parecido. “Lembro que paguei a taxa, que era em torno de oito mil dólares. Porém, quando meu orientador descobriu que o dinheiro havia saído do meu bolso, me devolveram a quantia exata”, lembrou. Somente a Universidade de Milão, dos três exemplos, não cobra taxa.

5. Networking é essencial

Uma questão unânime entre os doutorandos foi a importância de criar uma rede de contatos. Para isso, ser ativo no grupo de pesquisa, conhecer todos os colegas com quem trabalha, participar de congressos relacionados à área e até confraternizar em happy hours podem ajudar a criar um vínculo com gente importante.

Kusmenko defendeu. “Dividi meu período na Itália em dois. A primeira parte foquei na integração com o meu grupo de pesquisa: participei de diversas reuniões com a equipe, cursos gratuitos que o Politécnico oferecia e de outras atividades acadêmicas. Isso foi muito importante para construir um networking forte”.

6. Mantenha contato com o orientador mesmo após voltar ao Brasil

Kusmenko também destacou a necessidade de manter o contato com o orientador. “Ele geralmente é uma pessoa de muita influência no meio acadêmico. Um dos requisitos para a conclusão de um doutorado sanduíche é a produção de um artigo com a coautoria de seu orientador, e isso facilita muito”.

 


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